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Cirurgia Bariátrica para Tratamento
do Diabetes
Resultados apresentados no Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica
e Congresso Panamericano de Cirurgia do Diabetes tipo 2
Com o tema: “Da bariátrica à metabólica
discutindo o futuro”, a edição 2009
do Congresso
da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica contou
com uma grande novidade. Pela primeira vez foi realizado, simultaneamente,
o Congresso Panamericano de Cirurgia do
Diabetes tipo 2. Os eventos ocorreram simultaneamente,
de 10 a 14 de novembro, no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo
Tendo o objetivo de proporcionar aos participantes as mais
atualizadas informações a respeito da medicina bariátrica
e metabólica, o encontro constatou o momento de transição
da área, discutindo não se a cirurgia para o tratamento
do diabetes tipo 2 é um caminho a ser percorrido, mas sim
como percorrê-lo dentro dos preceitos éticos e morais.
O evento contou com a presença de diversos convidados nacionais
e internacionais, referências mundiais no tratamento da obesidade
e doenças associadas.
Um dos mais respeitados especialistas e pesquisadores sobre esta
doença em todo o mundo, o médico endocrinologista australiano
John Bernard Dixon também prestigiou o congresso, discorrendo
sobre a utilização da Banda Gástrica Ajustável
como procedimento indicado na intervenção para o diabético
com IMC abaixo de 35.
A seguir o Dr. Dixon expõe sua visão sobre a doença
e seus tratamentos:
O que há de novo no
tratamento do diabetes?
Uma das mais interessantes mudanças
no tratamento do diabetes é o que aprendemos da cirurgia bariátrica,
onde percebemos que, através dela, não é somente
a diminuição de peso a consequência, mas também
uma considerável melhora do diabetes tipo 2.
Quais medidas
mais urgentes devem ser adotadas para prevenir a obesidade e, consequentemente
um de seus males, o diabetes?
A primeira coisa em relação à prevenção é mudar
nosso estilo de vida. Ficarmos sentados o dia todo na frente do computador,
sem nos movimentarmos. Andarmos de carro em vez de caminharmos, tudo
isso tira os movimentos de nossa vida. Existem outras questões
como o ganho de peso considerável ao longo de uma gestação,
por exemplo, onde devemos analisar o que comemos e; depois do nascimento,
principalmente nos primeiros dois meses, o que se dá ao nenê pois,
do contrário, teremos toda uma geração com problemas
de obesidade, metabólicos e de diabetes. A solução
não tem de vir somente da área médica. Devem
ser incluídos: governo, indústria alimentícia
e a sociedade nesta discussão. Temos de pensar como nação.
O Brasil deve refletir muito a respeito, já que a obesidade,
aqui, vem aumentando significativamente. E é importante frisar
que a obesidade é causa para uma série de importantes
doenças como, por exemplo: pressão alta, derrame, ataque
cardíaco e até câncer.
Como o senhor analisa
o procedimento de colocação de banda gástrica
ajustável?
A banda é um tratamento cirúrgico
aprovado e utilizado há muitos anos, é reversível
e não há necessidade de corte do estômago. Realizado
por videolaparoscopia, permite ao paciente uma recuperação
mais rápida e menor risco de infecção. Na Austrália
e nos EUA, por exemplo, é o método mais utilizado.
No meu país, Austrália, chega a 95% de todos os procedimentos
bariátricos. O sistema de saúde público daquele
país cuida do paciente de forma global, providenciando o acompanhamento
multidisciplinar (através de diversos profissionais, como
psicólogos, endocrinologistas, nutricionistas, cardiologistas,
preparadores físicos, entre outros) para toda a vida com foco
no resultado de saúde que se espera. A cirurgia é apenas
parte do tratamento. Sem dúvida, o governo também ganha
fazendo com que a população esteja mais saudável
e produtiva.
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